Cartilhas digitais do eMuseu do Esporte explicam modalidades olímpicas e paralímpicas de maneira lúdica e acessível

04/11/202117:05

Diretoria de Comunicação da marathonbet

O eMuseu do Esporte está lançando a coleção “Esporte, inclusão e sustentabilidade”, produzida com o apoio da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam). A série de cartilhas informativas sobre modalidades esportivas olímpicas e paralímpicas é voltada para crianças e adolescentes e tem como objetivos disseminar conhecimentos e impulsionar a prática de exercícios físicos, em uma perspectiva lúdica e acessível.  

 Ao todo, serão seis volumes, pautados em alguns dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, entre eles “Educação de qualidade”, “Redução das Desigualdades” e “Saúde e bem-estar”. Os esportes contemplados pela coleção são: Atletismo; Basquete e Basquete em Cadeira de Rodas; Esgrima e Esgrima em Cadeira de Rodas; Vôlei e Vôlei Sentado; Esportes de Raquetes; e Futebol e Futebol de Cinco. Os quatro primeiros já estão disponíveis para download no site do eMuseu do Esporte (na seção Livros). Todos trazem link para versão em audiobook, com audiodescrição destinada especialmente a pessoas com deficiência visual.

No conteúdo das cartilhas, é possível encontrar os conceitos das modalidades, o histórico de cada esporte, regras básicas, marcos históricos e biografias de atletas brasileiros que se destacaram. Além disso, a coleção ainda reforça a importância do esporte como ferramenta de inclusão e apresenta propostas para a construção de equipamentos utilizando materiais recicláveis, reutilizáveis e de baixo custo. Tudo ilustrado com fotos e incluindo QR Codes para vídeos.

As informações sobre os esportes olímpicos presentes no material são fruto de um trabalho organizado por professores integrantes do Grupo de Pesquisa em Escola, Esporte e Cultura, vinculado à Uerj. Para o professor Silvio Telles, coordenador do time, contribuir para a preparação das cartilhas foi significativo. “É uma oportunidade de apresentar para a comunidade conhecimentos sobre esporte, inclusão e sustentabilidade de uma forma prática e relativamente acessível. Isso significa muito, porque estamos atentos às transformações tecnológicas que proporcionam acesso à informação de forma cada vez mais fácil. Apenas com um telefone celular as pessoas podem consultar a cartilha na escola, em uma colônia de férias, um clube ou em casa com os pais”, explica.

A gestora do eMuseu do Esporte, Bianca Gama, enfatiza que os esportes podem fazer a diferença na vida de muitas crianças e adolescentes. “Uma forma de gerar inclusão e atenuar as desigualdades é disseminar o conhecimento. O ideal seria que todos pudessem ter acesso aos detalhes sobre as modalidades olímpicas e paralímpicas, em condições de refletir criticamente sobre suas práticas, seja apenas para acompanhá-las em eventos esportivos, seja para exercê-las no dia a dia ou atuar no alto rendimento. Ou até mesmo em profissões que fazem o esporte acontecer, como técnicos, árbitros, assistentes, locutores, gestores de projetos esportivos e tudo mais que o esporte pode proporcionar como mercado de trabalho. Mais que isso, o esporte e seus valores podem influenciar decisivamente na formação cidadã desses jovens, evitando a criminalidade e proporcionando espaço de socialização”, pontua.

Memória do esporte na palma da mão

Inaugurado em 2020, o eMuseu do Esporte já conta com 11 galerias virtuais permanentes em uma plataforma 3D, que podem ser visitadas a partir de qualquer dispositivo com acesso à internet. Com o apoio de colecionadores, o site abriga também exposições importantes como “Pelé 80 anos”, “Maracanã 70 anos” e ainda “Reflexões Olímpicas e Dignidade Humana”, esta última promovida com o apoio institucional do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio), da Unesco e da Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

O projeto é uma realização da startup Gama Assessoria, em parceria com a Uerj, através da Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Sociais e Cooperativas Sociais (Itecs).